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O novo papel das freguesias na promoção do bem-estar animal

A Lei n.º 73-A/2025, que aprova o Orçamento do Estado para 2026, integra um conjunto alargado de medidas com impacto direto na administração pública local. Entre elas, destaca-se o Artigo 126.º, que vem introduzir novas responsabilidades para as juntas de freguesia no âmbito da promoção do bem-estar dos animais de companhia. 

 

Mais do que uma atualização legislativa, este novo regime posiciona as freguesias como agentes ativos na definição e execução de políticas públicas locais, com impacto direto na qualidade de vida das comunidades. 

O que muda com o Artigo 126.º 

A partir de 2026, as juntas de freguesia passam a estar obrigadas a: 

  • Aprovar e implementar planos plurianuais de promoção do bem-estar dos animais de companhia  
  • Articular com serviços municipais e associações zoófilas locais, garantindo uma abordagem integrada  
  • Remeter os planos à DGAV e à ANAFRE, para efeitos de publicitação e transparência  

Adicionalmente, a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) e a ANAFRE irão disponibilizar, nos seus portais, uma secção dedicada à divulgação destes planos, reforçando o acesso público à informação. 

Obrigação de reporte e transparência 

Outro dos pilares desta legislação é o reforço da transparência na gestão de recursos. 

As juntas de freguesia passam a ter de elaborar, até ao final do primeiro trimestre de cada ano, um relatório anual detalhado, que deve incluir: 

  • receita total proveniente do registo e licenciamento de animais de companhia  
  • afetação dessas verbas, incluindo investimentos realizados e ações implementadas  

Este mecanismo introduz uma lógica clara de accountability, permitindo uma maior fiscalização e avaliação do impacto das políticas adotadas. 

Implicações práticas para as freguesias 

Este novo enquadramento implica uma mudança de paradigma na atuação das freguesias, exigindo: 

  1. Planeamentoestratégico 

Deixa de ser suficiente atuar de forma reativa. É necessário definir objetivos, medidas e indicadores de execução a médio e longo prazo. 

  1. Coordenaçãoinstitucional 

A articulação com municípios e associações locais torna-se essencial para garantir eficácia e coerência nas ações implementadas. 

  1. Capacitaçãotécnica e administrativa 

A elaboração de planos e relatórios exige competências técnicas específicas, desde a análise de dados até à estruturação de documentos estratégicos. 

  1. Comunicaçãoe transparência 

A divulgação pública dos planos e relatórios obriga a uma comunicação clara, estruturada e acessível aos cidadãos. 

Uma oportunidade para reforçar a governação local 

Apesar das exigências adicionais, esta legislação representa também uma oportunidade. 

As freguesias podem posicionar-se como entidades mais próximas das populações, promovendo políticas de bem-estar animal alinhadas com as expectativas sociais e reforçando a confiança institucional. 

Ao mesmo tempo, a correta gestão das receitas provenientes de taxas permite uma aplicação mais eficiente de recursos, com impacto direto no território. 

O papel da Linkwise 

Na Linkwise, acompanhamos de perto a evolução do enquadramento legal aplicável às autarquias locais. 

Apoiamos juntas de freguesia e municípios na: 

  • Estruturação de planos plurianuais alinhados com a legislação em vigor  
  • Definição de modelos de reporte claros e conformes  
  • Implementação de estratégias de comunicação institucional eficazes  

Mais do que cumprir requisitos legais, o objetivo é garantir que estas medidas se traduzem em resultados concretos e sustentáveis. 

Está a sua freguesia preparada? 

A entrada em vigor destas obrigações já em 2026 exige preparação antecipada. 

Antecipar processos, definir metodologias e garantir alinhamento institucional será determinante para uma implementação eficaz. 

Fale com a Linkwise e prepare a sua freguesia para este novo enquadramento. 

 

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